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Câmara celebra Dia da Mulher com entrega do Diploma Loreta Valadares

Câmara de Vitória da ConquistaVereadoresSessão SoleneNotícia

11/03/2020 14:38:00


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher – comemorado no último domingo (08) - a Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou uma Sessão Solene com entrega do Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares.  A honraria é uma homenagem a mulheres da sociedade civil que se destacam na defesa dos direitos femininos no município.

Apesar do machismo, a mulher tem conquistado mais espaço – A vereadora Lúcia Rocha (DEM) iniciou sua fala ressaltando a celebração ao Dia Internacional da Mulher como forma de se prestar justo tributo de reconhecimento a todas as mulheres. Relatou sua trajetória na militância política, iniciada em 1986 até hoje. Lúcia também salientou sobre como a figura feminina é capaz de desenvolver diversas atividades e todos os avanços conquistados, mesmo com as dificuldades do dia a dia e o machismo, e finalizou pedindo mais valorização à mulher.

Luta pela garantia de direitos - Nildma Ribeiro (PCdoB) lembrou da importância da sessão e disse que a luta das mulheres é por garantia de direitos, “para sermos mais lembradas e valorizadas pela sociedade”. Segundo a vereadora, nos seus três anos de mandato apresentou diversas leis em prol da mulher, como a Lei da Lactante, a Lei de Implantação de Medidas Contra a Violência Obstétrica, a Lei de Proteção à Parturiente em Período de Parto, a presença das dolas em entidades públicas e privadas, a implantação do Dia Municipal de Combate ao Feminicídio, entre outras. “Precisamos fortalecer políticas públicas para as mulheres. Precisamos que a Delegacia da Mulher funcione 24h para atender as mulheres”. Finalizou relatando que é preciso mudar a realidade política brasileira, pois a maioria do eleitorado é feminino e poucas mulheres ainda participam da política. “Queremos mais mulheres na politica e nos demais seguimentos da sociedade”.

Garantia de direitos através de políticas públicas – A vereadora Viviane Sampaio (PT) apontou que a garantia da efetividade dos direitos da mulher se dará com o estabelecimento de políticas públicas que criem essas condições. “Nós precisamos que as políticas sejam efetivadas no dia a dia. O combate se faz pela política pública, pela prioridade em relação à pauta das mulheres”, disse Sampaio.

Para a parlamentar, na hora de escolher os candidatos a prefeito e a vereador nas próximas eleições, é necessário escolher candidatos que tenham propostas que atendam às mulheres. “Precisamos exigir que todos aqueles que pleiteiam seus cargos defendam bandeiras da defesa dos direitos da mulher”, disse a vereadora.

Atendimento no setor público - Dayane Andrade, coordenadora do Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos (CRAV), representou a vice prefeita e secretária de Desenvolvimento Social, Irma lemos. Ela explicou que o CRAV atende mulheres em situação de violência de gênero. Segundo Andrade, nos últimos três anos, a gestão conquistou algumas vitórias: ampliação da equipe multiprofissional e do número de atendimentos, e captação de recursos para a implantação da Unidade de Acolhimento da Mulher. Para Dayane houve avanços nas políticas para mulheres no âmbito municipal, mas ainda é preciso avançar.

Necessidade de reeducar agressores – A presidente do Conselho Municipal da Mulher, Arlene Santos Ribeiro, ressaltou que hoje é um dia de festa, mas informou aos presentes o dado de que a cada 7 horas uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil. “O índice é grande e a preocupação é ainda maior. Não é uma coisinha à toa, é uma violência”, comentou. Arlene afirmou que é necessário educar as crianças para evitar um aumento nos números e também que se deve reeducar os agressores. Por fim, salientou que suas queixas com relação à violência em Vitória da Conquista é porque os dados têm aumentado.

“A violência contra a mulher é uma pandemia” - A secretária estadual de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira, disse que a violência contra a mulher já ultrapassou os limites da Segurança Pública e é também um problema de saúde. “A violência contra as mulheres é uma urgência de saúde pública”, analisou a secretária.

Ela apontou ainda que a violência contra a mulher não deve ser naturalizada. “ Não pode ser naturalizada, considerada uma coisa do nosso cotidiano”, disse ela, ressaltando que é preciso promover a transformação da cultura machista que ainda causa tantos prejuízos às vidas das mulheres.

Palmeira disse também que a defesa dos direitos da mulher precisa ser uma luta também dos homens que defendem a plenitude da democracia. “Nós precisamos dos homens nessa batalha, da compreensão de que a luta pela equidade entre homens e mulheres é uma luta dos homens que querem que seja efetivada a democracia em nosso país”, finalizou Julieta.

Políticas públicas efetivas para tentar mudar a realidade - Lídia Rodrigues, representando a União Brasileira de Mulheres, parabenizou o trabalho das vereadoras em prol da mulher e lamentou o aumento dos feminicídios no país, pedindo mais políticas públicas de promoção à igualdade de gênero. “Nossa realidade não vai mudar se não houver ações efetivas”, falou, lembrando que “nenhum país pode crescer e se desenvolver se sua maioria não puder estar onde quiser, se não tiver políticas efetivas para as mulheres”. Lembrou que poucas são as mulheres que se destacam na política “e as que conseguem esse destaque têm que fazer um esforço imenso para alcançar êxito porque tem que enfrentar obstáculos imensos pelo caminho”. Finalizou falando do trabalho da União das Mulheres em Vitória da Conquista e disse que “a organização das mulheres volta a sofrer ameças, não só na crise econômica como também na política”.

A professora aposentada Rosália Celestina Santana Araújo foi uma das homenageadas com o Diploma Mulher-Cidadã Loreta Valadares. Ela ressaltou a alegria em receber esse reconhecimento aos 90 anos de idade. “No contexto nacional em que o ódio e as intolerâncias são ativadas de forma tão forte pelo governo central, reverenciar Loreta Valadares é ato de inspiração à defesa das liberdades democráticas, às lutas humanistas e libertárias”, falou. A homenageada ainda fez uma forte defesa da educação: “Na qualidade de professora, como também foi nossa homenageada maior, somente posso conclamar a cerrarmos fileiras em torno da educação, não apenas como instrumental de conhecimento e ascensão econômica, social, mas, especialmente como ferramenta de transformação política, de inclusão social, de promoção da justiça e das igualdades”.

A presidente da ACAEPA – Associação de Atendimento Especializado à Pessoa Autista de Vitória da Conquista, Vitória Aparecida Sales de Araújo, que também foi homenageada pelo Diploma Loreta Valadares, relatou que pensou em fechar as portas da instituição por não ter mais forças para continuar, mas uma das coisas que a motivou a continuar foi o convite do presidente da Câmara, Luciano Gomes (PL), para receber o prêmio. Aparecida o dedicou às mães que fazem parte da Acaepa e disse que aquele momento representa para ela a continuação de um sonho.

As outras homenageadas com o Diploma Loreta Valadares foram  Ivaneide Rosa de Jesus, psicóloga e 1ª Sargento feminina a trabalhar na 5ª Companhia Especial da Polícia Militar. Fez parte do curso de capacitação de instrutora do Proerd atendendo, em um ano, mais de 3.500 crianças. Atualmente vem desenvolvendo diversas ações sociais e projetos que proporcionam melhorias à comunidade. É responsável pela parte social da 78ª CIPM e atualmente também comanda a Ronda Escolar.

Klébia Cordeiro Dias pós graduada em psicomotricidade, tornou-se palestrante e professora no ensino superior. Com todo o conhecimento adquirido, Klébia fundou o Instituto Lar dos Kerubins, uma instituição sem fins lucrativos que auxilia famílias.

Jaqueline Maia Ferraz - médica ginecologista, atua como ginecologista sempre se dedicando à saúde da mulher. Desde 2018 é parceira do Projeto Célula Máter da Uesb, realizando palestras e orientando mulheres vítimas de violência.

Julieta Maria Cardoso Palmeira - médica geriatra e desde janeiro de 2017 é secretária de Politicas para as Mulheres do Estado da Bahia, realizando diversos trabalhos de enfrentamento à violência contra a mulher como a ação Respeita as Mina e Quem Ama Abraça.

Durante a sessão, teve a apresentação do Coral de Libras, Mãos que Cantam e Encantam, e diversos serviços voltados para a mulher que prestigiou o evento.








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