Imagem Psicóloga defende escuta atenciosa e estabelecimento de “rede afetuosa de proteção” contra o abuso sexual infantil

Psicóloga defende escuta atenciosa e estabelecimento de “rede afetuosa de proteção” contra o abuso sexual infantil

Câmara de Vitória da ConquistaAudiência PúblicaNotíciaCoriolano Moraes

14/05/2019 11:19:00


Durante a audiência pública sobre o combate ao abuso e exploração sexual infantil, a psicóloga parceira do Projeto “Conte pra Gente, Conte com a Gente”, Dra. Priscila Lins, falou da necessidade de um envolvimento coletivo com a questão a fim de promover a atenção direcionada para a solução do problema. “É possível fazer a discussão desse tabu. É preciso falar, pensarmos coletivamente, enquanto sociedade”, disse a psicóloga.

De acordo com ela, é preciso estabelecer uma rede capaz de oferecer afeto e proteção para as vítimas. “É preciso pensar numa rede afetuosa de proteção para a quebra dessa violência. Somos todas e todos responsáveis pelo desenvolvimento da criança”, apontou Lins. Ela apontou que a violência e o abuso sexual infantil está envolta num contexto maior, que envolve, muitas vezes, a violência doméstica.

Dra. Priscila explicou ser necessário conscientizar a criança quanto ao seu próprio corpo, a fim de que ela possa identificar o que são suas partes íntimas e tenham condições de reconhecer-se vítima de abuso sexual infantil. Ela elencou alguns sinais que podem ser indícios de que a criança está sendo vítima de abuso sexual:

Alteração de comportamento;

Comportamentos incompatíveis com a expectativa social;

Dificuldades para dormir;

Pesadelos recorrentes;

Aversão a contatos afetivos;

Obsessão pela aparência física;

Raiva e/ou medo extremo;

Comportamentos compulsivos em relação aos alimentos (comer demais ou evitar se alimentar);

Ela ressaltou ainda a relevância de que a sociedade precisa ter “um olhar atento e cuidadoso é preciso que tenhamos de toda a parte da sociedade”. Além disso, apontou ela, não se pode colocar a culpa na vítima. “Culturalmente a gente culpabiliza a vítima e isso é um marcador cultural que nós precisamos repensar”, analisou.

Dever do Estado, da família e da sociedade - O artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que é dever não somente do Estado, mas da família e da sociedade em geral garantir com prioridade a efetivação do direito à vida, à saúde, à liberdade, à dignidade, ao respeito da criança e do adolescente.

A violência sexual é uma violação dos direitos de crianças e adolescentes, que se traduz pelo abuso e/ou exploração do corpo e da sexualidade – seja pela força ou outra forma de coerção – ao envolver meninas e meninos em atividades sexuais impróprias para sua idade cronológica ou a seu desenvolvimento físico, psicológico e social.




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