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Câmara debate Projeto Social Casa da Vida

Câmara de Vitória da ConquistaAudiência Pública

09/08/2017 15:30:51


Na noite da última sexta, 4, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) realizou audiência pública sobre o Projeto Social Casa da Vida, que acolhe, orienta e assiste acompanhantes de pacientes do Hospital Geral que têm dificuldades financeiras. O projeto, da Igreja Batista da Cidade, oferece refeições, acomodação diurnas e noturnas, local para banho, descanso, biblioteca, acesso à telefone e internet, oficinas terapêuticas, terapia ocupacional e escuta especializada. Os acompanhantes ainda têm acesso a local para lavar roupas e realizar outras atividades. A autoria do requerimento da audiência é do mandato do vereador Professor Cori. A Igreja Batista da Cidade foi homenageada com moção de aplauso pelo projeto. O pastor Sinvaldo Queiroz, Luiza Khouri e Paloma Dantas receberam a moção.  

Compuseram a mesa: Sinvaldo Queiroz, pastor da Igreja Batista da Cidade e idealizador da proposta; Silas Dias, também pastor da Igreja Batista da Cidade; Luiza Khouri, diretora da Casa da Vida; Paloma Dantas, assistente social e coordenadora do projeto; Daniel Paiva, representantes da equipe de voluntários; Karina Florêncio, representante de Geovanne Moreno, diretor geral do Hospital Geral de Vitória da Conquista.

É importante colaborar – O vereador Cori agradeceu a presença de todos e destacou que a Câmara foi assertiva ao fazer a audiência, uma forma de reconhecer um projeto que ajuda muitas pessoas. O vereador frisou que a Casa da Vida existe para servir, cumprindo uma elevada missão, porque leva conforto a quem precisa, sem distinção. Cori advertiu que o trabalho do projeto tem um custo, se mantém pelos esforços de pessoas envolvidas nele, voluntários, doadores entre outros e conclamou a uma reflexão: “Como eu posso ajudar para que isso exista?”. O edil propôs estratégias para manutenção das atividades. “É muito bonito visitar o projeto. Mas, o mais importante é a gente dar a nossa parcela de colaboração. E aí vou tirar a palavra dar e colocar devolver”, disse.

Generosidade é sinal do amor de Deus – O pastor Sinvaldo contou que o projeto nasceu há três meses e já atendeu quase 200 pessoas. Ele explicou que desde mais jovem compartilhava o sonho de uma ação voltada para os pacientes do Hospital de Base. “Os familiares que entregam aos cuidados dos médicos os seus parentes, eles não são cuidados. Até porque não há uma estrutura capaz de acolher aqueles que cuidam”, disse. O pastor ressaltou que membros da Igreja já atuavam em trabalhos sociais dentro de hospitais, tendo vivência com pacientes e acompanhantes de outras cidades que sofriam, sem ter um acolhimento. “A generosidade talvez seja o maior sinal do amor de Deus entre nós”, detalhou Sinvaldo.

O líder da Igreja Batista da Cidade afirmou que o irmão Vicente, já falecido, foi fundamental para a concretização do projeto. A Casa da Vida funciona na residência onde Vicente morou. Sinvaldo contou a proposta para Vicente que ofereceu a própria casa. O projeto só viria a ser realidade tempos depois. “Não conseguimos desenvolver o projeto em primeira mão por algumas questões, alguns detalhes”, disse. O pastor lamentou que Vicente acabou adoecendo, enfrentou uma depressão profunda “e, há pouco mais de 10 meses, Vicente tirou a própria vida no lugar que hoje é chamado de Casa da Vida”. Tempos depois, a filha dele propôs ao pastor implantar o projeto na casa do pai. Segundo Sinvaldo, muitas pessoas abraçaram o projeto que hoje auxilia inúmeras pessoas.

Igreja engajada – Já o pastor Silas, contou histórias de dificuldades e superação, especialmente pessoas de outros municípios, que presencia. Ele ressaltou que chegou a hospedar uma pessoa nessa situação. Silas ressaltou o papel da Igreja que decidiu engajar-se socialmente, aplicando na prática os princípios cristãos. “Essa Igreja decidiu colocar os seus pés no mundo e não apenas viver com a cabeça no céu”, falou.

2.160 horas de amor, cuidado, atenção e carinho – A assistente social e coordenadora do projeto Casa da Vida, Paloma Dantas, disse estar muito feliz com os três meses da Casa da Vida, destacando que cada um dos 161 hóspedes que já passaram pela casa recebem amor, carinho e cuidado. “São três meses de Casa da Vida. São 90 dias para as pessoas, mas para quem está envolvido no projeto são 2.160 horas de amor, entrega, paixão e de comunhão”, disse a coordenadora. “Eu não consigo ver a Casa da Vida como Dia porque o público da Casa da Vida é por hora. Eu tenho acompanhantes que vão lá só lavar roupa. Se for uma hora de Casa, é uma hora de amor, cuidado e de muita atenção e carinho”, contou.

Impacto muito grande na vida dos familiares - “Apesar dessa casa ter sido inaugurada a apenas três meses, ela já apresenta um impacto muito grande nesse público que atendemos”. Foi assim que a assistente social Karina Florêncio, representante do Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) iniciou o seu pronunciamento sobre a atuação da Casa da Vida. Segundo ela, o Hospital vive um momento delicado de transição dos leitos de retaguarda para o Hospital Crescêncio Silveira. “Está sendo difícil porque nós estamos tentando organizar melhor a nossa rotina e tentando ofertar o melhor à população”, disse Karina.

A assistente social apontou que a Casa da Vida atende a um público que estava carente de serviços. “Eu sempre senti falta desse espaço de acolhimento”, disse a assistente social, destacando que os acompanhantes de pacientes hospitalizados acabam não recebendo a devida atenção dos profissionais do hospital. “O espaço do hospital é construído e voltado para um trabalho de cuidados do paciente. Hoje a gente não apresenta a estrutura que nós gostaríamos de estar disponibilizando para todos vocês”, analisou ela lembrando que Vitória da Conquista tem pactuação com mais de 70 municípios da região. “Não é fácil lidar com uma realidade como essa”, destacou.

Karina apontou que, enquanto profissional, encaminha famílias para o atendimento na Casa da Vida com a certeza de que serão bem acolhidas. “Eu encaminho cada família com todo o prazer e certeza de que serão bem acolhidas, não só para dormir. Tem uma equipe multidisciplinar, com um acolhimento muito importante”, disse ela.

“Achei que estava indo ajudar e saí de lá ajudado” - Voluntário desde o início do projeto, Daniel Paiva garantiu que vale a pena ser voluntário no projeto, pois ao atuar na casa voluntariamente estabelece-se uma troca de auxílios. “Vale a pena. Às vezes a gente entra naquela casa achando que vai servir mas saí de lá agraciado. Por diversas vezes eu achei que estava indo ajudar e saí de lá ajudado”, disse Paiva. Ele disse ainda que sua vida se transformou quando passou a atuar na Casa da Vida. “Eu vejo a Casa da Vida como um divisor de águas. Eu sou um antes da Casa da Vida e sou um depois, e pra melhor”, apontou.

Objetivo de vida – A diretora da Casa da Vida, Luiza Khouri, afirmou que o projeto passou a ser um objetivo de vida, vivenciado 24 horas por dia. Ela frisou que se trata de um projeto de grande relevância social. “Apesar de ter sido iniciado a partir de uma instituição religiosa, ele está além dessa instituição”, disse. Ela lembrou que a Casa da Vida atende pessoas de outros municípios, de realidades diferentes. “Muita alegria em meu coração em ter todos vocês aqui”, falou. A diretora agradeceu a todas as pessoas que contribuem para a continuidade do projeto, desde voluntários a mantenedores.

Acolhimento, amor e agradecimento – Oleide José dos Santos, beneficiário, popularmente conhecido como "seu Lei" , agradeceu a acolhida que vem recebendo da Casa da Vida. Ele informou que o filho está há 18 dias internado no Hospital de Base. “Eu só tenho que agradecer e peço a Deus que continue fortalecendo mais para não só ajudar a mim, mas outros também”, disse.

Atendida pela casa, Idália disse ter muito a agradecer ao projeto pois lá é sinônimo de amor e acolhimento, após ter passado mais de uma semana dormindo em cima de um pedaço de papelão no corredor do Hospital Geral de Vitória da Conquista. “Estou aqui para agradecer. Eu fiquei oito dias dormindo sentada num papelão no corredor e soube que a Casa da Vida acolhe todas as pessoas que vem de todos os lugares. Fui bem acolhida, tenho muito amor e o que eu tenho é só agradecer”, disse Idália.

Ela revelou que ter sido acolhida pelo projeto fez com que sua fé na humanidade fosse renovada. “Eu pensava que não existisse muita gente boa no mundo, mas existe. Agora eu acredito que existe. Pessoas do coração bondoso que eu não pensava encontrar numa cidade longe da cidade onde eu moro”, contou ela. “Peço a Deus que abençoe a cada um deles”, rogou Idália.

Clique na foto e veja o álbum completo da audiência pública "Casa da Vida

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