Imagem Câmara destaca importância do café no desenvolvimento socioeconômico de Vitória da Conquista e região

Câmara destaca importância do café no desenvolvimento socioeconômico de Vitória da Conquista e região

Câmara de Vitória da ConquistaSessão EspecialNotíciaLuis Carlos DudéValdemir DiasEdjaime Rosa - BibiaAlexandre Xandó Chico EstrellaDr Augusto CândidoNelson de Vivi Ricardo Babão

06/08/2021 11:16:00


Uma Sessão Especial sobre a implantação da lavoura cafeeira no Planalto de Vitória da Conquista marcou as atividades do legislativo na manhã desta sexta-feira, 06. Observando os protocolos de segurança contra a Covid-19, o evento presencial, realizado no Plenário Carmen Lúcia, reuniu vereadores, produtores e empresários em torno de um debate que evidenciou o café como mola propulsora do desenvolvimento regional. A implantação da cafeicultura ocorreu na década de 1970 e trouxe reflexos sociais e econômicos positivos para a região.  

Falta de incentivo aos produtores - Refletindo sobre os 50 anos do polo cafeeiro do Planalto da Conquista, o vereador Valdemir Dias (PT) lamentou a falta de incentivo aos produtores da região. “Precisamos fazer uma construção a várias mãos, para beneficiar todos esses trabalhadores. Eu sei da dificuldade que esses produtores enfrentam”, afirmou Valdemir. 

O vereador lembrou as exigências do mercado para tratar dos desafios impostos aos produtores e potencializados pelas mudanças climáticas, logística de produção e produção científica. 

Sobrevida da cafeicultura deve ser prioridade – O vereador Chico Estrella (PTC), Líder do Governo na Casa, parabenizou o vereador Hermínio Oliveira pela proposição da sessão e saudou a prefeita Sheila Lemos (DEM). “Nasce nessa região uma nova liderança”, disse, referindo-se à gestora. Ele também parabenizou o trabalho da Coopmac e destacou visita recente da Câmara à cooperativa. “É um patrimônio de Vitória da Conquista”, falou, e frisou que é preciso buscar meios para que a cafeicultura não morra.  

Exploração de mão de obra infantil e trabalho escravo - O vereador Alexandre Xandó (PT) reconheceu a importância do café para a economia de Vitória da Conquista, mas lamentou que seu histórico esteja atrelado à exploração do trabalho infantil e ao trabalho escravo, e que, mesmo nesse contexto, não tenha sido convidado nenhum trabalhador para compor a mesa. “Aqui falta a voz daqueles e daquelas que carregam, literalmente, nas costas a indústria do café: os trabalhadores e as trabalhadoras”, observou.

Ainda segundo Xandó, resgatando a história do café percebe-se que ela é marcada pela exploração do trabalho infantil. “Não vou aqui generalizar, pois sei que existem produtores responsáveis e que respeitam as relações de trabalho e o meio ambiente. Mas não posso deixar de dizer que o café também é recordista no trabalho escravo”, disse.
 
O parlamentar destacou que na região Sudoeste da Bahia, o resgate de trabalhadores da condição de escravidão é recorrente. “Inclusive agora, em maio de 2021, o STF confirmou a condenação de fazendeiros por atividades em condições análogas à escravidão. Trata-se de uma ação em que o grupo de fiscalização do extinto Ministério do Trabalho resgatou 26 trabalhadores rurais no ano de 2013, na Fazenda Sítio Novo, em Vitória da Conquista”, detalhou o parlamentar. 

Maior vetor econômico de Conquista e região – O vereador Nelson de Vivi (DEM) aproveitou o seu discurso para exaltar o café como o maior vetor econômico e social de Vitória da Conquista, principalmente nas décadas de 70, 80 e 90, afirmando que gerou riqueza não só para os produtores, mas também para os catadores do café. “Eu catei café, eu plantei café. Eu posso dizer que o meu pai, o ex-vereador Vivi Mendes, foi quem plantou os primeiros pés de café na região da Limeira”, afirmou Nelson, que também destacou a cafeicultura como um grande gerador de emprego e renda para a sua geração.

Nelson de Vivi também reconheceu a necessidade de modernização e incentivo à produção de café em Vitória da Conquista. “Esses cafeicultores agora estão sendo instigados a se reinventar. Os países do exterior estão prontos para pagar por nosso café”, finalizou.

Meu pai foi catador de café - O vereador Ricardo Babão (PCdoB) relembrou a história da própria família quando chegou em Vitória da Conquista, na década de 70. Falou sobre o frio e sobre as oportunidades que a cafeicultura representou para o seu pai. “O meu pai foi catador de café. Foi a oportunidade de trabalho que ele teve quando viemos morar em Vitória da Conquista. E por meio desse catador, tenho hoje a honra de ser vereador da terceira maior cidade da Bahia”, afirmou.

Babão também lembrou de personalidades que expandiram a produção cafeeira para municípios da região, como Seu Onésio. “Ele foi um dos primeiros que abriu os terreiros de café em Anagé para secar. Preciso lembrar também da família Khouri, que foi uma das primeiras famílias da cidade a empreender com a cafeicultura”, afirmou Babão.

O parlamentar ainda parabenizou o vereador Alexandre Xandó (PT) por homenagear os catadores de café e atribuir a esses trabalhadores o desempenho que a cafeicultura obteve na região. Babão encerrou o pronunciamento falando da seca e das dificuldades enfrentadas pelos moradores com as longas estiagens.

Café faz parte da história brasileira – O vereador Augusto Cândido (PSDB) destacou que o café chegou em Conquista em 1970 e que seu pai foi produtor. O edil relatou memórias de infância sobre a produção do café e também da importância do café na história do país. Augusto frisou que a cafeicultura foi um importante vetor de crescimento para a região Sudoeste e avalia que a atividade pode contribuir ainda mais para a economia regional. 

Fui catador de café – O vereador Edjaime Rosa Bibia (MDB) lembrou que já trabalhou na colheita de café. “Quando eu me mudei da caatinga pra cá, fui catador de café. Eu, minha esposa e meu primeiro filho”, contou. “A moradia que eu tenho foi comprada com o dinheiro que ganhei catando café”, ressaltou. 

Bibia lamentou que o tema do trabalho escravo tenha sido tocado durante a sessão especial. “Falar em escravidão, nessas coisas num momento tão difícil não é bom, vai repercutir mal”, emendou, e defendeu que a cafeicultura tenha acesso a condições facilitadas de acesso ao crédito em bancos públicos.

Nós devemos muito à cafeicultura - O vereador e presidente da Câmara Municipal, Luis Carlos Dudé (MDB), destacou em sua fala a luta das lideranças políticas da cidade desde a década de 1970, citando importantes nomes como Nilton Gonçalves, Jadiel Matos, Raul Ferraz, entre outros. “Nós devemos muito ao café. Nós devemos muito à cafeicultura”, afirmou Dudé, que cobrou incentivos dos governos em níveis, municipal, estadual e federal para poder estimular a cafeicultura em Vitória da Conquista.

O presidente da Câmara propôs o desenvolvimento de um grande fórum de debates para discutir o avanço da produção do café no Planalto da Conquista.




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