Imagem  Comissão de Saúde identifica baixo estoque de medicamentos para UTIs em Conquista

Comissão de Saúde identifica baixo estoque de medicamentos para UTIs em Conquista

Câmara de Vitória da ConquistaNotíciaViviane SampaioComissão de Saúde e Assistência SocialRicardo Babão

23/03/2021 15:11:00


A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores visitou nesta terça-feira (23), o Hospital Regional de Vitória da Conquista (HGVC), o Hospital das Clínicas de Conquista (HCC) e o Hospital São Vicente. As três unidades, conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento da Covid-19, encontram-se com taxa de ocupação acima de 90% e enfrentam agora um novo desafio: aquisição de medicamentos básicos e de uso contínuo em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A escassez de medicamentos impede o tratamento eficaz das pessoas mais gravemente afetadas pelo novo coronavírus. Esse cenário agrava-se com a falta de leitos em Unidades de Terapia Intensiva e de um calendário consistente de vacinação. Nesse contexto, o diretor administrativo do HCC, Felipe Nery, apresentou uma relação de medicamentos que estão em falta e afirmou que o estoque consegue manter as atividades intensivistas por mais 30 dias, caso não haja aumento no número de pacientes graves . “Essa situação já foi comunicada a Secretaria Estadual da Saúde. Se não fizermos nada agora, teremos daqui a alguns dias uma tragédia anunciada”, alertou Felipe Nery.  O hospital teve que suspender as atividades do centro cirúrgico e de endoscopia para controle dos insumos. 

No Hospital São Vicente, os vereadores da Comissão de Saúde se reuniram com o diretor administrativo, Paulo Gadas. Ele informou que o hospital dispõe de oxigênio e que não pretende ampliar o número de leitos de UTI para manter estável o atual consumo de insumos. Porém, Paulo afirmou que o Hospital também está tendo dificuldades na aquisição de medicamentos de uso contínuo em UTI. Os motivos são os mesmos: escassez de medicamentos, provocado pelo alto consumo, seguido por uma hiperinflação.  “Nós comprávamos Fetanil a R$ 8 a ampola, agora custa 48 reais a mesma unidade. E tem outro agravante. A quantidade oferecida é insuficiente para manutenção dos nossos trabalhos”, afirmou Paulo Gadas. Ele sugeriu que a Câmara de Vereadores promova um debate juntamente com os deputados estaduais e federais a fim de deliberar outras medidas para facilitar a aquisição de insumos.

Diferente do Hospital São Vicente e do HCC, o Hospital Regional de Vitória da Conquista não realiza compra direta de medicamentos. A aquisição ocorre por meio da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), que faz essa reposição semanalmente, de acordo com a média de consumo da unidade. O diretor do Hospital, Giovanni Moreno, informou que devido à falta de alguns medicamentos, algumas modificações medicamentosas são adotadas para alcançar os objetivos terapêuticos. Apesar do esforço, ele demonstrou preocupação com a taxa de transmissão do vírus, que afeta diretamente a taxa de ocupação nos leitos de UTI. “Nosso receio é que a taxa de ocupação com pacientes graves continue alta e que isso aumente ainda mais o consumo de medicamentos, cada vez mais escassos”, alertou Giovanni.

A presidente da Comissão de Saúde, vereadora Viviane Sampaio (PT), e o vereador Ricardo Babão (PCdoB) prometeram ampliar essa discussão na Câmara Municipal. Viviane também ressaltou que, sem esses medicamentos, “não é possível oferecer atendimento adequado para salvar vidas”, e que a falta de qualquer elemento numa UTI – máquinas, médicos ou medicamentos – inviabiliza o atendimento correto.



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