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Câmara recebe demandas do movimento de mulheres

Câmara de Vitória da ConquistaVereadoresNotícia

10/03/2020 11:05:00


Nesta segunda-feira (9), mulheres de diversos segmentos foram às ruas de Vitória da Conquista em defesa de direitos. A 4ª Marcha das Mulheres integrou a agenda de março, mês que se consolidou como calendário de luta das mulheres em todos os cantos do mundo. A iniciativa é do Fórum de Mulheres, organismo que reúne cerca de 50 entidades, desde coletivos, sindicatos e ONGs. O grupo construiu um manifesto no qual apresenta demandas do segmento e o entregou a algumas instituições. Uma delas foi a Câmara Municipal de Vitória da Conquista.  

As representantes da Marcha foram recebidas pelas vereadoras Nildma Ribeiro (PCdoB) e Viviane Sampaio (PT), integrantes da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Defesa da Mulher da Casa, e os vereadores Fernando Jacaré (PT), Valdemir Dias (PT), Professor Cori (PT), Danillo Kiribamba (PCdoB) e Cícero Custódio (PSL). Os edis ressaltaram o compromisso do legislativo com a causa. 

A vereadora Viviane Sampaio destacou que seu mandato e o da colega Nildma fazem parte do Fórum de Mulheres. Ela explicou que a pauta é praticamente a mesma de 2017, ano da primeira marcha. “Muitas dessas pautas dependem da priorização do Executivo do município de Vitória da Conquista e nós não tivemos nenhum tipo de avanço”, detalhou. Sampaio propõe que as pautas apresentadas devem integrar os planos de governo dos candidatos a prefeito nas eleições desse ano e que sejam executadas na próxima gestão. 

Nildma Ribeiro afirmou que as mulheres têm dificuldades para ocupar cargos nas áreas pública e privada, serem eleitas ou terem voz nas tomadas de decisões. Para ela essa baixa representatividade feminina nas esferas de poder dificulta a execução de pautas como as do movimento de mulheres de Conquista. “Ainda somos poucas nas casas legislativas e no Executivo. Na Câmara Federal, das 513 vagas, apenas 77 são ocupadas por mulheres. Aqui na Câmara são 21 cadeiras, mas temos apenas três mulheres. A vida das mulheres vai melhorar quando a gente passar a ocupar esses espaços de forma mais ampla e equilibrada, pois são neles que se tomam decisões que têm impacto na vida da sociedade”, avalia Ribeiro. 

Já a presidente do Sindicato do Magistério Municipal, Ana Cristina Silva Novais, lamentou que a Prefeitura Municipal e o Núcleo Territorial de Educação, órgão da Secretaria de Educação da Bahia, não receberam as manifestantes. Ela reconheceu o trabalho da Câmara, mas criticou a ausência de vereadores da Situação na entrega do documento da Marcha ao Legislativo.  

São pontos defendidos pela 4ª Marcha das Mulheres: o fim da violência contra as mulheres com ações como a aplicação correta e integral da Lei Maria da Penha, ampliação da rede “Casa da Mulher Brasileira”, criação de mais delegacias de defesa da mulher e a ampliação do seu horário de funcionamento para 24 horas e preparo dos efetivos para acolhimento e acompanhamento das denúncias; defesa da Educação laica e da igualdade entre pessoas; defesa de políticas públicas direcionadas para a saúde da mulher; revogação da Reforma Trabalhista e da EC 26 /2020, que trata da reforma da previdência na Bahia; defesa da manutenção e ampliação dos limites constitucionais mínimos individualizados para os investimentos em saúde/educação e a revogação da Emenda Constitucional do Teto de Gastos Públicos (EC 95/2016); defesa das liberdades democráticas; e combate ao avanço do autoritarismo no Brasil. 



Clique aqui e confira o documento na íntegra. 

 

 



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