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SESSÃO ESPECIAL: Vereadores destacam combate à violência contra as mulheres

Câmara de Vitória da ConquistaSessão EspecialNotíciaJorge BezerraCoriolano MoraesDavid SalomãoViviane SampaioEdjaime Rosa - Bibia

23/11/2018 14:16:00


Aconteceu nesta sexta, na Câmara de Vereadores, uma sessão especial sobre o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data é lembrada todo dia 25 de novembro. A proposição foi dos vereadores Nildma Ribeiro (PCdoB) e Hermínio Oliveira (PPS). A data foi instituída em 1999 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem às “Mariposas”, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa. No dia 25 de novembro de 1960, elas foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. As mortes repercutiram, causando grande comoção no país. Pouco tempo depois, o ditador foi assassinado. O dia foi criado para homenagear as mártires e incitar reflexões sobre a situação de violência em que vive significativa parte das mulheres em todo o mundo. 

A vereadora Viviane Sampaio (PT) afirmou que apesar de serem minoria na Casa, as parlamentares têm pautado as questões das mulheres por meio de audiências, sessões, reuniões, eventos e proposição de leis. Ela lembrou que a lei municipal, aprovada recentemente, que coíbe a violência obstétrica é fruto desse trabalho e do apoio da Casa a essas discussões. O projeto foi apresentado pelas vereadoras Viviane e Nildma Ribeiro (PCdoB). Viviane declarou que o tema será exaustivamente debatido na Casa enquanto esse tipo de violência ainda ser registrado. Para ela, é lamentável que os números ainda sejam tão alarmantes. “Seremos resistência sempre porque a nossa luta é diária. Lutaremos sim para que nenhuma mulher sofra violência em nossa sociedade”, afirmou. 

Para o vereador David Salomão (PRTB) a violência contra a mulher acontece porque as pessoas não  seguem os ensinamentos de Deus. “Na bíblia está escrito: marido amar as vossas esposas como Cristo amou sua Igreja”, afirmou.

Já o vereador Edjaime Rosa Bibia (MDB) afirmou que a violência atinge mais as pessoas que vivem nas periferias. Segundo Bibia, espaços esquecidos pelo Estado. O parlamentar destacou que o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking da violência [não foi citada a fonte]. Ele lembrou que casos como o assassinato da vereadora Marielle Franco não são solucionados, uma indicação do cenário de violência e impunidade que atinge o país. Para o parlamentar é preciso um pacto das instituições para o país vencer essa problemática. 

O vereador Professor Cori (PT) afirmou que o problema da violência contra mulher é de ordem estrutural. “Como uma criança que nasce de uma mulher, é educado e amado por ela, se torna agressivo contra as mulheres?”, questionou. “Há algo errado na educação familiar”, afirmou. Cori propõe que as práticas educativas sejam revistas. “O futuro agressor está sendo educado em casa. Educado por uma mídia que coloca a mulher como objeto”, chamou atenção. O vereador defende que a mudança estrutural comece no dia a dia, nas relações pessoais. 

O vereador Jorge Bezerra (SD) afirmou que o combate à violência contra as mulheres deve ser feito também por uma política de conscientização em escolas, igrejas, órgãos públicos. Ele também defendeu uma educação doméstica para coibir esse problema. Para Bezerra, as crianças, especialmente os meninos, devem ser educados a respeitar as mulheres. O edil ainda cobrou uma legislação mais dura para os agressores. 



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