Imagem Câmara comemora Dia da Enfermagem com audiência pública sobre o tema

Câmara comemora Dia da Enfermagem com audiência pública sobre o tema


A Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) realizou uma audiência pública nesta quinta-feira, 10, em homenagem ao Dia Internacional da Enfermagem, comemorado em 12 de maio. A audiência, de autoria da vereadora Viviane Sampaio (PT), contou com a participação de profissionais e estudantes da área.

Para Viviane Sampaio, que é também enfermeira, é necessário um olhar político para a profissão. A vereadora chama atenção para a necessidade de ficar atento as discussões e papel do legislativo tanto nas esferas municipais e estaduais, como na federal. “É na Casa das leis: Câmara, Assembleia dos Deputados, no Senado que a vida dos trabalhadores é garantida”, frisou. “Agora, a CLT foi simplesmente rasgada por um golpe de estado. Nem o que está garantido por lei, temos mais a segurança que será cumprido”, falou sobre o cenário político atual.

Viviane reforçou a necessidade de a classe estar unida. “Somos um exército, mais de um milhão de enfermeiros no país, e até hoje não conseguimos garantir um piso salarial”, lamentou. Ela também cita a regulamentação da jornada de trabalho dos enfermeiros como algo que ainda precisa ser conquistado. “Se fossemos mais organizados já tínhamos conseguido”, disse.

A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), Adriana Damasceno, apontou a importância da audiência, destacando a necessidade de reflexão sobre a prática e o ensino da Enfermagem. “É de suma importância a gente estar aqui para debater, discutir as expectativas e os desafios da nossa profissão. Ainda precisamos caminhar muito para alcançar a felicidade da profissão”, apontou ela. “Precisamos formar profissionais realmente críticos e não meramente formar profissionais para ter o diploma e não fazer a diferença no mercado de trabalho”, concluiu.

A representante Conselho Regional de Enfermagem da Bahia – Coren, Elaine Barbosa falou da luta dos enfermeiros e técnicos de enfermagem. “Temos que nos unir por essa classe que carrega a saúde nas costas”, afirmou.


A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Independente do Nordeste (Fainor), Olguimar Pereira Ivo, disse que o momento pede reflexões. “A gente precisa pensar melhor a nossa profissão. Que rumos a gente quer para a nossa profissão? O que a gente pretende?”, questionou ela. “A gente sabe da nossa importância. Sem nós nada funciona em instituição de saúde”, apontou ela. “Está na hora de a gente pensar mais um pouquinho politicamente falando. Política pública de saúde é importantíssimo”, disse ela destacando o papel do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) no processo de valorização do profissional de Enfermagem.

A coordenadora lamentou que a categoria ainda não conseguiu avanços que outras profissões já conquistaram, “A gente precisa de um piso salarial. Isso é muito triste, nós não avançamos”, lamentou. “Está na hora de a gente acordar”, completou Olguimar.

Já o professor do curso de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro do Conselho Municipal de Saúde, Luís Rogério Santos, lamentou o cenário político econômico do Brasil, que segundo ele, se reflete no mercado de trabalho da profissão. “Com o golpe de estado que o Brasil sofreu em 2016, subiu ao poder uma elite que retira os direitos da classe trabalhadora e também dos profissionais de enfermagem. A profissão é colocada em risco quando se retira os seus direitos”, se posicionou. O prof. defende a politização da categoria e uma formação pública de qualidade. “Temos que mudar esse currículo engessado. É preciso dialogar como os cidadãos, entender as outras linguagens do saber. É preciso entender tudo o que se passa na sociedade, como ela se estrutura, isso reflete no mercado e nos profissionais”, afirmou.

A enfermeira Saionara Coutinho agradeceu pela oportunidade de ocupar espaço na Câmara para falar sobre as dificuldades e anseios dos trabalhadores da Enfermagem. “Hoje são grandes as oportunidades que a gente tem como desafio a ser conquistado”, disse ela. “A Enfermagem é uma ciência, e como ciência ela tem que ser respeitada”, apontou. “Nós precisamos continuar buscando caminhos para que as pessoas nos reconheçam como ciência e não apenas como cuidadores”, concluiu a enfermeira.

Juliana Oliveira Santos, Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente do HGVC e professora na Universidade Federal da Bahia UFBA, reforçou que a enfermagem precisa “para além da formação da ciência e de políticas, ter uma identidade enquanto trabalhadores”. Ao falar do empoderamento da classe ela defende: “A unidade é necessária”.






Durante a audiência pública foram homenageados:

José Andrade Louzado

Luis Rogério Cosme S. Santos

Marisa Gusmão Cairo

Vitória Maria Rocha Barra

Maria Ferraz Avelar

Cristiane Isabel das Virgens

Ana Gabriela dos Santos Moreira



Rádio Câmara
Facebook
Calendário

Julho 2018
7

Seg

Ter

Qua

Qui

Sex

Sab

Dom

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31