Imagem Sessão Especial do Dia do Trabalhador discute sobre direitos trabalhistas

Sessão Especial do Dia do Trabalhador discute sobre direitos trabalhistas

Câmara de Vitória da ConquistaSessão Especial

02/05/2018 10:00:00


Na manhã dessa quarta-feira, 2, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou uma Sessão Especial sobre o Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de maio. A sessão é fruto da iniciativa do mandato do vereador Gilmar Ferraz (MDB). A discussão contou com a presença de representantes sindicalistas de diversas classes.

Gilmar Ferraz (MDB) destacou que o dia 01 de maio deve ser de reflexão sobre as condições dos trabalhadores, brasileiros, principalmente a respeito do atual “desmonte dos direitos trabalhistas e dos sindicatos”. Ele relembrou ainda fatos históricos importantes do Dia do Trabalhador como a greve geral dos trabalhadores em Chicago, no ano de 1886. E no Brasil, a instituição do salário mínimo em 1940, e a criação da Justiça do Trabalho, em 1941. o vereador reforçou a necessidade do debate em relação a perda dos direitos trabalhistas, e pediu ainda melhores condições de trabalho para as diversas classes.

O representante do Sindicato dos Empregados no Comércio de Vitória da Conquista, Joir Sala, lamentou que no Dia do Trabalhador a classe trabalhadora tenha tanto o que reclamar, tendo vários de seus direitos atacados. “Infelizmente não temos nada a comemorar, e sim a lamentar”, disse ele se referindo principalmente à Reforma Trabalhista.

O sindicalista ressaltou, no entanto, que a classe trabalhadora está sempre buscando melhorias, sem se acomodar, levantando a cada dia para a lutar. “O trabalhador não se acomoda. Acorda todo dia para ir à luta”, concluiu ele.

O representante do Sindicato dos Servidores Municipais de Vitória da Conquista (SINSERV), Jeová Soares, afirmou que o país vive um grande retrocesso nas questões trabalhistas e lembrou da luta da categoria na década de 1980, sobretudo por dignidade. “Hoje a gente vê um governo tirar essa dignidade conquistada com suor e derramamento de sangue”, disse.

Segundo ele, em Conquista não é diferente. Jeová afirmou que o SINSERV surgiu em 1989 com uma greve de fome e seguiu numa trajetória de luta. O sindicalista lamentou que hoje os servidores municipais precisem ir às ruas reivindicar o cumprimento de direitos como o 1/3 de férias e pontuou a desconfiança em relação ao governo municipal. “Um governo que descumpre uma lei não vai cumprir sua palavra”, disse. Para Jeová, os trabalhadores não têm motivos para comemorar pois, em todo o país, discute-se a perda de direitos.

A representante do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Endemias do Estado da Bahia (Sindacs), Rita Suzana, apontou que vários direitos conquistados através da luta da classe trabalhadora foram atacados pela Reforma Trabalhista. “Atualmente não temos muito o que comemorar. Hoje nós lutamos pela manutenção daquilo que foi conquistado. Não mais para avanços nos direitos dos trabalhadores, melhorias nas condições de trabalho”, apontou ela. “Tivemos a CLT rasgada através da Reforma Trabalhista”, completou.

A sindicalista ressaltou que as trabalhadoras, além da série de ataques aos direitos de todos os trabalhadores, ainda acabam convivendo, em vários postos de trabalho, com assédio sexual.

Ela assegurou que apesar dos ataques a classe trabalhadora continua disposta a lutar. “A história da nossa sociedade é a história da luta de classes e nós estamos dispostos a continuar a luta”, disse.

O representante do Sindicato dos Pequenos Produtores Rurais de Vitória da Conquista, Jr. Figueiredo, afirmou que os governos federal e municipal têm maltratado os mais de 30 mil agricultores familiares conquistenses. Ele ressaltou a lei federal nº 11.326/2006, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece as diretrizes para a formulação da política de agricultura familiar e define a profissão agricultor familiar. Para Figueiredo é a agricultura familiar a grande geradora de empregos no campo em detrimento do agronegócio que envenena a terra e gera menos empregos. O sindicalista ainda ressaltou que o governo federal tem sucateado programas importantes como Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Antônio Paulo Barrocas, do Sindicato dos Bancários de Conquista e região, também falou sobre os ataques aos direitos trabalhistas promovido pelo atual governo federal, denominado pelo sindicalista como “governo golpista”. Para ele, o governo Temer está “entregando o Brasil ao capital internacional” e está a “serviço da grande capital”. “A reforma trabalhista, a terceirização, a reforma da educação é uma tentativa de reorganizar o capitalismo, em crise desde 2008, atacando as riquezas dos países e retirando os direitos dos trabalhadores. Essas reformas só aumentam o dinheiro dos grandes empresários, e não tem compromisso com a sociedade”, explicou.

O sindicalista aponta também para o “desmonte dos bancos públicos”. “Os bancos estão sendo atacados, está acontece um desmonte para entregá-los para a iniciativa privada. Se privatizar esses bancos, de onde virá os investimentos do Luz para Todos, para Saneamento Básico, para zona rural?”, questiona. Ele defende o fortalecimento dos bancos e das instituições públicas.

O representante do Sindicato dos Servidores Técnicos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Francisco Carvalho, apontou que no âmbito do governo do estado, houveram vários avanços em diversas áreas, no entanto houve regresso em outros. Dentre eles, a situação das universidades estaduais. Ele frisa a crise orçamentária que a UESB vem passando, uma das maiores da história da instituição, e da necessidade de mais recursos para suas atividades. Uma das principais reivindicações apresentadas é a realização imediata de concursos para a contratação de técnicos e professores. “O governador precisa dar mais atenção para isso. Com o apoio dos vereadores e da cidade, vamos ter um ano de conquistas. Depende da vontade e luta de todos nós, estudantes, professores, e a comunidade de Conquista”, afirmou.




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